Um dos 33 mineiros chilenos que em 2010 ficaram presos por dois meses a 700 metros de profundidade numa mina do país, disse que o grupo pensou eu recorrer ao canibalismo nos primeiros dias de clausura, quando ainda estavam incomunicáveis.
"Íamos fazer isso com quem caísse primeiro isso que combinamos. Os demais iriam chegar ali iguais a animaizinhos", explicou Samuel Ávalos. Durante esses dias, os mineiros tiveram que racionar a pouca comida que tinham e sobreviveram comendo duas colheradas de atum em conserva a cada 48 horas, meio copo de leite e meia bolacha.
A possibilidade de os mineiros recorrerem ao canibalismo já tinha sido ventilada em fevereiro passado.
O caso lembra o dos jogadores de rugby uruguaios que em 1972 sobreviveram no Chile a um acidente de avião na cordilheira dos Andes e praticaram o canibalismo antes de serem resgatados.
