Uma adolescente de 13 anos foi estuprada dentro de um motel, em Cariacica, na tarde de domingo (26), depois que aceitou manter relações sexuais com o suspeito por R$ 150,00. Porém, no trajeto para o local, ela desistiu.
Mas o acusado, um comerciante 54 anos, consumou o ato mesmo assim. Esta foi a versão dada pela vítima em depoimento no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Cariacica. O comerciante foi preso e autuado por estupro de vulnerável pelo delegado Julio César Moreira. O nome dele não será publicado para preservar a menina, que mora no mesmo bairro do acusado.
A adolescente caminhava com uma prima de 16 e um primo de 15 anos, por volta das 16h30 em direção a um campinho da comunidade onde mora. No caminho, a prima perguntou se a adolescente tinha coragem de manter relação sexual com um homem em troca de R$ 150,00. A vítima teria negado, mas acabou sofrendo incentivo dos primos para ir rapidinho ao motel e que nada de ruim aconteceria a ela.
Nesse momento, o comerciante apareceu num Fiat Palio prata, e a menina entrou no carro. Uma moradora viu a adolescente entrando no veículo e avisou à mãe da garota. A vítima só apareceu quase duas horas depois.
O comerciante deixou a menina em frente a uma igreja e arrancou com o veículo. Ao relatar para a mãe o que havia ocorrido, a PM foi acionada. O acusado foi preso em casa e nega o crime. Ele foi autuado em flagrante.
O comerciante preso negou as acusações no DPJ de Cariacica. Ele disse que chamou os três adolescentes para ir ao motel juntos e disse que pagaria R$ 50 a cada um dos três.
Revelou ainda que no caminho, os primos da adolescente desistiram e ele seguiu com a menina para o motel. Dentro do motel, o comerciante disse que não chegou a fazer nada com a menina e afirmou que os dois só ficaram meia hora dentro do estabelecimento. Depois, ele teria levado a garota embora.
No entanto, ela disse que num determinado momento, dentro do motel, ela conseguiu sair do quarto e pedir ajuda na recepção, mas não obteve ajuda.
Apesar das versões serem diferentes, o delegado acabou autuando o comerciante e encaminhou a menina exame de lesão corporal e conjunção carnal no Departamento Médico Legal (DML). Ela contou em depoimento à polícia que nunca teve relação sexual antes.
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