O homem apontado pela polícia
como um dos principais suspeitos de uma execução bárbara em Gongogi, na Bahia,
foi encontrado morto na manhã de quinta-feira (22/01). Antônio Roque da Silva
Júnior foi assassinado a tiros no distrito de Laje do Banco, zona rural de
Aurelino Leal, em circunstâncias que ainda estão sob investigação.
Antônio era o alvo central de
uma investigação sobre a morte de Yaritssa Santana Silva dos Santos, de 24
anos, morta com cerca de 20 tiros no rosto em outubro de 2025. O corpo de
Antônio Roque foi localizado em uma estrada vicinal com diversas marcas de
disparos de arma de fogo. O suspeito morreu ainda no local, e os autores do
crime fugiram sem deixar pistas.
Antônio era investigado por
um crime que chocou a região. Na madrugada de 9 de outubro de 2024, homens
armados arrombaram a porta da casa de Yaritssa Santana, em Gongogi, e a
executaram brutalmente. No momento do crime, uma criança autista de apenas 3 anos
estava no imóvel, mas, por milagre, não foi ferida. O assassinato de Yaritssa
tinha ligação direta com a guerra pelo controle do tráfico de drogas na região.
A ficha criminal de Antônio Roque era extensa. Além do homicídio de Yaritssa, ele respondia por tráfico de drogas, associação criminosa e adulteração de veículos. No dia 10 de outubro de 2024, a Polícia Civil chegou a cercar sua casa para cumprir um mandado de prisão. Na ocasião, ele conseguiu fugir pelos fundos da residência armado, deixando para trás sua companheira de 20 anos, que foi presa com drogas e celulares. Desde então, ele era considerado foragido pela justiça.
Agora, a Polícia Civil
trabalha em duas frentes: concluir o inquérito da morte de Yaritssa e descobrir
quem foram os executores de Antônio Roque. A principal hipótese é que o
assassinato seja um acerto de contas ou "queima de arquivo" entre
facções rivais.
Fonte: Verdinho

