O empresário Artu Oliveira terá que aguardar até o final de outubro para saber se levará uma verdadeira bolada milionária. Ex-bolsonarista, o maranhense apostou R$ 1,5 milhão na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao todo, ele participa de 16 apostas que serão descobertas no dia 30 deste mês, quando ocorre o 2º turno das eleições.
Em
setembro, ele havia comentado que deixou de apoiar Bolsonaro (PL) após
ter se decepcionado com o governo do presidente. Para ele, Lula é o candidato
mais apropriado para o cargo.
Com
contrato reconhecido em cartório, a aposta mais alta foi com o amigo
bolsonarista Gildemberg de Sá, dono de uma empresa de mineração no
Maranhão.
Artu
colocou em disputa uma chácara de 23 hectares, avaliada em R$ 800 mil. O colega
bolsonarista apostou 11.111 toneladas de pedras de gesso, no mesmo valor (cada
tonelada do minério vale R$ 72).
O ex-bolsonarista conta com um dado
a seu favor na aposta: o eleitor brasileiro não vê uma virada no segundo turno de
uma eleição presidencial desde a redemocratização, em 1989. Neste período,
foram seis embates. O último deles foi em 2018 entre Jair Bolsonaro, que à
época era candidato do PSL, e Fernando Haddad (PT). Bolsonaro venceu os dois
turnos.
Na
primeira eleição presidencial pelo voto direto, após 29 anos, em 1989, Fernando
Collor, que era candidato pelo PRN, venceu Lula, que já era do PT. No primeiro
turno, Collor teve 30,48% dos votos contra 17,19% de Lula e no segundo ele
venceu com 53,03% contra 46,97% de Lula.
Nas
eleições de 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso, que era do PSDB, ganhou as eleições no
primeiro turno duas vezes seguidas. 2002, 2006, 2010 e 2014 foram anos
vitoriosos para o PT, mas todos em segundo turno. Em 2018 foi a vez de
Bolsonaro, que derrotou Haddad também em segundo turno.
