Após a análise de mais de seis mil
artigos científicos sobre o novo coronavírus, pesquisadores da University
College London (UCL) e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres
concluíram que crianças e adolescentes (menores de 20 anos) podem ter 56% menos
chance de contrair o vírus.
Entre
os milhares de trabalhos, os pesquisadores separaram 18 que traziam informações
relevantes sobre a infecção em crianças. Os relatórios mostravam informações
sobre testes de vírus e anticorpos, rastreamento da transmissão e também dados
sobre grupos de infecções domésticas.
Não houve ensaio clínico envolvendo
crianças e adultos para confirmar a hipótese, então as evidências são
consideradas preliminares.
Os cientistas identificaram teses
que apontavam que as crianças têm menos chances de pegar o vírus, e deste modo teriam
menos chances de transmitir o vírus. Em um dos artigos analisados, foi
constatado que, de 31 casos da Covid-19, apenas três poderiam ter uma criança
como vetor.
A tese ainda gera questionamentos,
e para ser comprovada ou não precisaria de um sistema amplo de rastreamento de
casos.
Um dos pontos levantados e
destacado na reportagem é de que as crianças podem até não desenvolver quadros
graves, mas ainda podem agir como vetores assintomáticos do vírus.
As informações são de reportagem da
revista Super Interessante.
