Dois grandes focos de incêndio
continuavam ativos, na manhã de segunda-feira, 4, no Parque Nacional e
Histórico do Monte Pascoal, unidade de conservação federal com sede em Porto
Seguro, no sul do Estado da Bahia. Além de devastar a mata e causar a morte de
animais e aves, o incêndio ameaçava as aldeias dos índios Pataxós instaladas na
unidade, de 22,3 mil hectares. Uma equipe do Instituto Chico Mendes (ICMBio),
que administra a reserva, chegou de Brasília e conseguiu dois tratores de
esteira para tentar conter o avanço das chamas com a abertura de aceiros.
O primeiro
foco surgiu no dia 28 de fevereiro e se espalhou, favorecido pelo vento e pelo
tempo seco na região. O foco inicial, que irrompeu na região do Rio Caraíva,
próximo da Aldeia Boca da Mata, dos Pataxós, foi controlado na noite de
domingo, 3, após intensa atuação de 250 brigadistas e voluntários, incluindo os
próprios indígenas. Outros focos, no entanto, avançaram pela reserva, que
abrange os municípios de Porto Seguro, onde o incêndio já fez mais estragos,
Itamaraju e Itabela.
Além das brigadas do Monte Pascoal e do vizinho Parque do
Descobrimento, enfrentam o fogo voluntários das aldeias Meio da Mata,
Corumbauzinho, Barra Velha, Cassiana e Boca da Mata. O Parque do Monte Pascoal
é uma das mais importantes unidades de conservação integral do sul da Bahia. Na
unidade, está localizado o Monte Pascoal, primeira porção de terra brasileira
avistada pela expedição de Pedro Álvares Cabral, em 1.500. A reserva abriga
cerca de seis mil indígenas da etnia pataxó.
Por redação, com informações Estadão
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