Bullying e mortes: 6 casos de violência que aconteceram em escolas de Teixeira de Freitas


O “Massacre de Suzano”, ocorrido na quarta-feira, 13, reacendeu o alerta para a violência dentro das escolas no Brasil. O caso com oito mortes ocorrido na cidade paulista, é bem parecido com a chacina de abril de 2011, quando 12 adolescentes com idades entre 13 e 16 anos, foram executados enquanto estudavam na Escola Municipal Tasso da Silveira.

A violência nas instituições de ensino não é algo muito longe da realidade do Extremo Sul, com casos de bullying, brigas resultadas em morte e o tribunal do tráfico, que já fizeram diversas vítimas dentro das escolas teixeirenses.
O Raio-X da Violência mostra hoje, seis casos violentos dentro de escolas de Teixeira de Freitas.

1 – Assassinato na Escola Rachel de Queiroz


Em 24 de abril de 2012, o estudante do programa educacional Educação de Jovens e Adultos, (EJA), Crispim Antônio Rosa, de 53 anos, foi morto por volta das 22 horas, dentro da escola Rachel de Queiroz, no Centro de Teixeira de Freitas. Crispim fazia o quarto ano do ensino fundamental e tinha acabado de sair da sala. Ele foi surpreendido por um homem armado que invadiu a escola e atirou várias vezes em sua direção.



2 – Matou o colega após briga por bolada durante futebol


Talvez este seja o caso envolvendo estudantes que mais chocou a cidade, no início de dezembro de 2012. O estudante Átila Pereira Vieira, de 17 anos, foi assassinado por um colega de escola, de 16 anos, quando havia acabado de deixar a escola Rui Barbosa no final da manhã do dia 7. Na ocasião, o assassino, que foi pego em flagrante tentando fugir de bicicleta, contou à polícia que Átila havia lhe ameaçado dias atrás com uma faca. Mas segundo o que foi apurado pelas investigações, os dois alunos teriam tido no dia anterior uma pequena encrenca por causa de uma bola que o autor havia chutado e acertado a vítima. Mas o assassino disse que soube que o estudante vingaria da bolada e no dia seguinte, então, foi armado na intenção de matá-lo.  Átila morreu com quatro disparos de arma de fogo.



3 – A morte da aluna do CEMAS, Josiane Resende


O crime aconteceu por volta das 19 horas do dia 14 de março de 2017, em frente ao Centro Educacional Machado de Assis (Cemas), antigo Cetab, no bairro São Lourenço, em Teixeira de Freitas. A estudante Josiane Resende chegava na escola quando foi surpreendida por homens armados e acabou baleada. A jovem morreu no local.

4 - A professora que foi agredida por uma aluna com socos e pontapés


A professora Inês Aparecida foi agredida com socos e pontapés no dia 24 de março de 2018, por uma de suas alunas, que não aceitou o pedido da educadora para que não sentasse no braço da cadeira. Após a professora da Língua Portuguesa ter alertado que o braço da cadeira poderia quebrar com o uso indevido, a estudante de 14 anos teria partido para cima da vítima com socos e pontapés. O caso foi registrado na delegacia, e na época, a secretaria de Educação municipal repudiou o ato da estudante.



5 – O caso da estudante que foi agredida após denunciar que sofria bullying


A adolescente de 14 anos foi agredida por duas garotas no final da aula na manhã do dia 27 de novembro de 2018, na porta da Escola Municipal Clélia das Graças Figueiredo Pinto, no bairro Santa Rita. A agressão ocorreu após a estudante, que vinha sofrendo bullying, relatar o ocorrido na direção. As agressoras, de 13 e 14 anos, alunas do 6º ano, foram suspensas, mas seus pais não compareceram na escola, como a diretoria havia pedido. A menor fez exames no Departamento de Polícia Técnica e o caso foi registrado na sede da 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior.



6 – Morte na Escola Gessé Inácio do Nascimento


O corpo de Vitor Alexandre Silva Mendes, de 17 anos, foi encontrado na manhã do dia 4 de fevereiro deste ano, dentro da Escola Gessé Inácio do Nascimento, no bairro Redenção, em Teixeira de Freitas. O adolescente teria sido atingido nas primeiras horas desta segunda-feira (11), em uma rua próxima ao Gessé, e logo pela manhã o corpo foi encontrado em um corredor da escola. A principal hipótese é que, mesmo baleado, o adolescente tenha corrido e pulado o muro da escola para se esconder do atirador. Em 2012, uma situação parecida aconteceu na mesma escola. Dois jovens que estavam próximo à instituição foram baleados e um deles correu para dentro do Gessé, onde caiu morto.



Por Sulbahianews