São
recorrentes as queixas de vereadores da base governista sobre o tratamento que
eles têm recebido do prefeito ACM Neto (DEM) nos últimos meses. Após ter uma
vitória acachapante nas urnas com pouco mais de 70% dos votos, a mosca azul
ronda o chefe do Palácio Thomé de Souza - que mira a cada dia que passa o
Palácio de Ondina.
A sanha pelo governo do estado em 2018 faz com que o chefe do Executivo
soteropolitano privilegie os deputados estaduais e federais e coloque em
escanteio a sua sustentação no Plenário Cosme de Farias.
A reclamação é geral e principalmente da falta de atenção que surge do
baixo e do alto clero da bancada.
Fatos têm marcado e deixado claro o dito desprestígio da vereança frente
ao eventual concorrente de Rui Costa (PT). A patota dos mais próximos – alguns
poucos do primeiro escalão - são os prestigiados em eventos abertos e fechados,
camarotes e até audiências tidas como importantes.
Neto quis jogar a recepção da quitanda pra mão do vice-prefeito Bruno
Reis (PMDB), mas muitos edis fazem questão de afirmar que não é a mesma coisa.
“Quem tem a tinta na caneta é Neto”, comentam.
Alguns edis, por exemplo, não puderam participar da coletiva de imprensa
com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, na sede do Executivo.
Outra situação diz respeito à falta de articulação de ações em
determinados bairros em consonância com a principal liderança de votos no local.
Bocão News
