Algumas vítimas
aproveitam a falta de "competência" dos bandidos para reagir aos
crimes. A polícia afirma que as estatísticas demonstram que a reação das
pessoas normalmente acaba em morte. Uma vítima contou que não pensou nas
consequências quando reagiu a um assalto.
— Ele tentou me assaltar e eu sentei o pé
nele. Eu derrubei ele e dei pontapés.
Casos de criminosos atrapalhados não faltam.
Um ladrão, por exemplo, tentou arrombar a porta de vidro de uma imobiliária com
chutes e empurrões. Como não conseguiu, jogou pedras na vitrine. Uma delas
rebateu e atingiu o rosto do bandido.
Outro homem assaltou uma padaria. Ele colocou
o dinheiro dentro do capacete e fugiu. Mas, esquecido, deixou para trás uma
mochila com documentos. Em outro caso, o criminoso esqueceu na cena do crime um
celular cheio de fotos dele e acabou preso.
Muitas situações,
como deixar alguma evidência para trás, demonstram, segundo a polícia,
inexperiência do bandido. Mas a vítima não deve contar com a própria sorte e,
em caso de assalto, o importante é não reagir, como conta o delegado Leonel
Baldasso.
— As estatísticas policiais e os estudos
demonstram que as pessoas que morrem em razão de ser vítimas de assaltos porque
elas reagiram às abordagens dos bandidos. Geralmente eles nunca estão sozinhos.
Há outro criminoso geralmente nas redondezas e acaba então a pessoa reagindo e
morrendo em razão desta ação.