A Credieunapolis - Cooperativa de Crédito de Eunápolis, terminou por fechar as suas portas definitivamente, depois de longos meses se arrastando, na tentativa de sair da crise que se envolveu. Conforme informações da assessoria jurídica da cooperativa durante uma assembléia com credores, em um hotel na cidade de Porto Seguro, o rombo era superior a R$ 9,5 milhões. O que teria provocado um dos maiores prejuízos na história do cooperativismo da Bahia.
A Credieunapolis chegou a ter um dos maiores depósitos entre as agências bancárias da praça de Eunápolis, tendo mais de mil associados entre as agencias de Itabela, Porto Seguro e Cabrália, todas fechadas.
Na época, as autoridades judiciais a exemplo do MPF/Eunápolis na tentativa proteger o banco, baseando-se no sigilo bancário, optou por não divulgar o fato, que caminhou em silêncio até que seus associados não pudessem mais sacar os seus depósitos e seus créditos. A situação se arrasta até hoje nos tribunais e sem solução.
Após a notícia da quebradeira, foram empossadas algumas diretorias, mas de nada adiantou, culminando com o fechamento em definitivo. Hoje, o prédio está abandonado, sem que ninguém apareça para prestar qualquer esclarecimento aos associados, aos credores e aos funcionários que ficaram no prejuízo.
O seu ex-presidente e fundador, Lauro Setúbal, hoje faz parte do Governo do prefeito Gilberto Abade, que o acolheu como secretário de Administração, assim que ele perdeu a eleição em Itacaré.
O agora secretário Lauro Setúbal, é suspeito de organizar uma fraude de R$ 9,5 milhões quando foi presidente da Cooperativa Credieunápolis. Segundo matérias publicadas na mídia, ele teria facilitado empréstimos sem lastro para vários políticos, empresários e amigos. Os dirigentes da Credieunápolis, na época, Lauro Setúbal e Jovino Vieira, tiveram prisões preventivas decretadas pelo juiz Márcio Mont’Alegre.
Por: aGazeta Bahia/Jackson Domiciano
